Como escolher um sócio para abrir um pet shop?
Como escolher um sócio para abrir um pet shop?
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Como escolher um sócio para abrir um pet shop?

A matemática do mercado pet brasileiro é animadora. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), muito embora o país já conte com 40 mil estabelecimentos voltados para produtos e serviços do setor, a amplitude de oferta não impede a franca ascensão desses empreendimentos que já respondem, sozinhos, por movimentações de R$16 bilhões ao ano no Brasil. Já somos a segunda maior nação no comércio pet em todo o planeta, perdendo apenas para os Estados Unidos.

Quer mais? A estimativa é de que os lucros são de aproximadamente R$15 mil mensais para os empresários e as perspectivas de crescimento e interesse do consumidor nessa área são de pelo menos 10% a cada 12 meses. Tudo para que os 50 milhões de cães e gatos tupiniquins — além de outros bichinhos de estimação — recebam cuidados e mimos cada vez mais profissionalizados.

Mas se os números são generosos, algumas escolhas para quem vai abrir um pet shop podem passar longe de qualquer ciência exata. Uma delas: a escolha de um sócio para tocar o empreendimento.

Se esse é seu dilema, é melhor continuar acompanhando este post. Preparamos dicas essenciais para você. Confira:

Antes de mais nada: você quer mesmo um sócio?
Sente-se por um momento, com calma, e analise cuidadosamente os motivos que o levou a pensar em uma parceria nos negócios. Será que sabe exatamente o porquê de procurar por um sócio?

Anote as razões que surgirem: maior injeção de investimentos, crenças pessoais, gestão compartilhada. Depois, avalie se realmente está disposto às implicações de tudo isso. Afinal, sociedade demanda divisão de lucros, debates, discussões e tomadas conjuntas de decisões.

Feito isso, se achar que vale a pena, pode começar a vasculhar seus contatos em busca de um sócio. E, para isso, siga alguns princípios que elencamos para você.

Aposte em pessoas nas quais deposita extrema confiança
Sim, você procurará pelo sócio ideal entre os contatos que já tem. Isso porque, para começo de conversa, você vai se basear em confiança.

Afinal, ela sinaliza se seu parceiro de negócios tem perfil ético, sincero e equilibrado, pronto para fazer parte de 50% da sua jornada. Mas lembre-se: a confiança precisa ser até mesmo estratégica. Isso porque aqui vale a velha máxima: amigos, amigos… negócios à parte.

Se você tem um amigo de infância em quem confia cegamente todos os seus segredos, mas sabe que ele não é proativo nem capaz de cumprir compromissos, esqueça.

Firme parcerias com boa convivência — e complementariedade
Nos lucros e nos prejuízos, na bonança e nas crises, até que a falência os separe. Acredite: a sociedade em um negócio é uma espécie de casamento entre dois ou mais empreendedores, motivados pelo amor a um projeto.

Se você quer que o seu funcione, tenha em mente que vai precisar de um sócio com quem você consiga estabelecer uma relação madura, saudável e de convivência positiva.

Além disso, busque complementariedade. Procure por parceiros que agreguem características importantes à gestão do negócio e que tenham características comuns a você.

Ainda assim, lembre-se da lógica das diferenças que se completam. Perfis excessivamente parecidos vão pesar para apenas um lado da balança. É preciso equilíbrio. Se você é altamente metódico, procure por alguém que saiba ousar; se é otimista, busque um sócio que saiba manter os pés no chão, etc.

Tenha como sócio alguém capaz de debater com você
Respeito entre os sócios é essencial. Mas isso não implica, nem de longe, uma obrigação de concordância integral. Não é por haver sociedade, objetivos semelhantes e divisão de lucros que seu empreendedor parceiro dirá ‘sim’ a todas as suas manifestações.

Ao contrário, é importante que ele questione, aponte novas direções ou mesmo diga ‘não’ a você. Desde que tudo ocorra de forma madura, equilibrada e com boa argumentação.

Saber manter esse diálogo — dando abertura para ele, claro! — é chave para a multiplicidade de ideias e até mesmo de possibilidades estratégicas.

Entre no mercado com alguém que aceite e saiba lidar com riscos
Ninguém se casa pensando em divórcio. Da mesma forma, nenhuma sociedade é acordada já pensando na decadência do negócio. Muito pelo contrário, aliás.

Por outro lado, todo e qualquer empreendimento tem seus riscos. E não importa quão lucrativo, magnífico e ousado ele seja, terá que enfrentá-los.

Não seria diferente com seu pet shop. Antes de abrir as portas, você deve contar com um plano de negócios que obviamente avalie pontos negativos e possibilidades menos otimistas. Tudo isso deve ser discutido com o seu aspirante a sócio, e cenários de possível rompimento devem ser discutidos: “afinal, o que acontece se a loja não funcionar? Como ficam nossos investimentos? Como vamos arcar com possíveis prejuízos?”. Uma forma de assegurar que seu negócio comece com o pé direito e resista às intempéries, é fazendo um estudo de viabilidade.

Fonte: http://www.vetusweb.com.br/como-escolher-um-socio-para-abrir-um-pet-shop/

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1 Comentários desativados em Como escolher um sócio para abrir um pet shop? 716 03 maio, 2017 Gestão de Pet Shops maio 3, 2017

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Thais Almeida é diretora e curadora de conteúdo deste portal.

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